Internato Médico

ATIVIDADES DE ENFERMARIA E AMBULATÓRIO – INTERNATO 12a FASE – ESTÁGIO NEUROLOGIA

  Segunda Terça Quarta Quinta Sexta
Manhã 8:30 Reunião de boas-vindas ao Estágio Neurologia com Prof. Katia (Sala da Prof. Katia)

 

9:30 Visita às Enfermarias com Prof. Rafael / Dr. André (CM2)

 

 

8:30 Visita às Enfermarias com Dr. Luiz Paulo (CM2)

 

10:00 Aula com Dr. Luiz Paulo (Semiologia)

7:30 Ambulatório de Esclerose Múltipla com Dr. Adaucto (Área B)

 

11:30 Visita às Enfermarias com Dr. Adaucto (CM2)

 

 

 

8:30 Enfermaria CM2

 

9:00 Discussão de caso clínico multidisciplinar + Sessão Neuroimagem (Sala de aula em frente à Coordenação do Curso – Novo Bloco didático-pedagógico – Térreo)

 

10:00 Visita Geral às Enfermarias – todos os staffs (CM2)

07:00 Ambulatório de Epilepsia com Dra. Márcia e Dra. Lucia (Área B)

 

 

9:00 Visita às Enfermarias com Dr. Luiz Paulo (CM2)

 

 

Tarde 13:00 Ambulatório de Cefaleia com Dr. Luiz Paulo (Área B)

 

16:00 Ambulatório de Doença de Parkinson e Distúrbios do Movimento com Dr. André (Área B)

 

 

13:00 Ambulatório de Neurologia Geral com Dr. Luiz Paulo (Área B)

 

 

 

 

13:00 Ambulatório de Doenças Neuromusculares e Neurogenéticas com Dra. Gisele, Dr. André, Dra. Pricila (Área B) 13:00 Ambulatório de Neuropsiquiatria Geriátrica com Dra. Márcia, Dr. Ylmar, Dr. Marcos e Dr. Eduardo (Área A)

 

ÁREA VERDE DOS DOUTORANDOS

13:00 Ambulatório de Epilepsia com Dra. Marcia, Dra. Katia e Dra. Mariana (Área B)

 

 

 

OBSERVAÇÕES:

 

1) Na segunda-feira, os DOUTORANDOS deverão dirigir-se à enfermaria assim que terminar a discussão de casos clínicos da CLM às 8:20 horas para se encontrar com a equipe de Neurologia e acompanhar os médicos-residentes, sempre que não houver reunião com Prof. Katia.

2) O DR. LUIZ PAULO DE QUEIROZ é o responsável em fornecer as notas dos doutorandos. Esta nota deverá ser solicitada diretamente a ele na sexta-feira, ao término do internato, após a visita à enfermaria e avaliação que ele promove com a presença exclusiva dos doutorandos. Somente a presença diária poderá ser solicitada ao médico-residente.

3) Material didático disponível para o INTERNATO no site: www.neurologiahu.ufsc.br >> Graduação >> Disciplinas >> Internato Médico, bem como os protocolos clínicos e formulários adotados no serviço para as principais enfermidades neurológicas em www.neurologiahu.ufsc.br >> Protocolos Clínicos.

4) Todas discussões/aulas realizadas no período do estágio serão avaliadas e será atribuída uma nota ( já previsto no plano de ensino). À critério do professor, poderá ser realizada uma avaliação por escrito (dissertativa – descrição do caso clínico, diagnóstico e manejo, conduta com embasamento teórico) dos doutorandos tendo como base os casos clínicos dos pacientes internados na enfermaria da neurologia – correspondendo às notas COGNITIVO e PROCEDIMENTAL da caderneta.

 

COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS ESPERADAS DO DOUTORANDO NO ESTÁGIO EM NEUROLOGIA:

 

OBJETIVO GERAL

  1. Ensinar os princípios e técnicas para o reconhecimento e manejo das doenças neurológicas mais prevalentes que um médico generalista irá encontrar em sua prática clínica diária.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  1. Ensinar e reforçar as seguintes competências técnicas:
    1. Habilidade para obter uma história médica completa e confiável
    2. Habilidade para executar um exame neurológico dirigido e confiável
    3. Habilidade em examinar pacientes com alteração do nível de consciência ou estado mental anormal
    4. Habilidade para apresentar um caso clínico de forma clara, concisa e com todos os dados essenciais (anamnese e exame físico)
    5. Habilidade para executar uma punção lombar
  2. Ensinar e reforçar as seguintes competências analíticas:
    1. Habilidade em reconhecer sintomas neurológicos (distúrbios de consciência, cognição, linguagem, visão, audição, equilíbrio, função motora, sensibilidade e função autonômica)
    2. Habilidade em distinguir um exame neurológico normal do anormal
    3. Habilidade em diagnóstico topográfico
    4. Habilidade em formular um diagnóstico diferencial baseado na localização provável da lesão, evolução temporal e características demográficas e da história relevantes
    5. Uso e compreensão mínima de exames complementares mais comuns na neurologia: eletroencefalografia, eletroneuromiografia, ressonância magnética, tomografia computadorizada, biópsia de músculo, testes genéticos
    6. Princípios de manejo de doenças neurológicas mais comuns incluindo o reconhecimento e manejo de emergências neurológicas: participar da assistência de pelo menos 1 paciente com AVE, 1 paciente com demência, 1 paciente com distúrbio neurológico transitório (síncope, AIT, etc.), 1 paciente com distúrbio do movimento, 1 paciente com doença inflamatória do SNC, 1 paciente com crise epiléptica, 1 paciente com fraqueza muscular, 1 paciente com cefaleia, 1 paciente com dor, 1 paciente com distúrbio visual, 1 paciente com tontura/vertigem, 1 paciente com distúrbio do sono, 1 paciente com dormência, 1 paciente em coma, 1 paciente com compressão medular aguda, 1 paciente com delirium/encefalopatia/delirium tremens, 1 paciente com infecção do SNC, 1 paciente com TCE, 1 paciente com aumento da pressão intracraniana, 1 paciente com emergência neuromuscular (síndrome de Guillain-Barré, crise miastênica), 1 paciente com perda visual súbita, 1 paciente com síndrome neuroléptica maligna, 1 paciente com hemorragia subaracnóide
    7. Reconhecimento de situações em que o paciente deve ser encaminhado para o neurologista
    8. Habilidade em revisar e interpretar a literatura médica

 

Manual do doutorando (e de todos os profissionais da saúde envolvidos) no atendimento às pessoas das enfermarias e ambulatórios de Neurologia

 

 

“Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana seja apenas outra alma humana.”(Carl G. Jung)

 

 

  1. Saiba o nome do paciente, idade, origem da pessoa à sua frente. Conecte-se. Por trás de cada doença e de cada estatística, há uma história de vida. O paciente é o amor da vida de alguém.
  2. Identifique-se, assuma a sua responsabilidade. O paciente merece saber o nome da pessoa para a qual ele está entregando seu bem mais valioso.
  3. Informe-se com a equipe sobre o diagnóstico e o momento atual do tratamento do seu paciente e auxilie-o a entendê-lo. Ouça o paciente (nunca é demais ouvir novamente sua história e fazer uma nova anamnese, sempre há mais o que se descobrir) e suas expectativas e “fale” a língua dele. Envolva-o para que seja sujeito ativo no seu tratamento sempre que possível. Lembre-se de que ajudar o paciente a compreender sua condição facilita e ajuda na adesão ao tratamento.
  4. Dedique seu tempo ao paciente. Você pode ter apenas alguns minutos para cada um dos pacientes da sua lista, mas lembre-se de que podem ser os últimos minutos da vida de cada um deles. Além disso, cada um desses pacientes esteve um dia inteiro esperando por você.
  5. Dedique seu tempo aos acompanhantes. Se cada dia houver um acompanhante diferente fazendo as mesmas perguntas sobre a situação da sua pessoa amada, não se canse de explicar. Quanto mais grave a condição, mais tempo você terá que dedicar ao paciente e seus familiares.
  6. Seja humilde. Hoje em dia o conhecimento está ao alcance de todos (Dr. Google, etc.). Então faça a diferença na vida do seu próximo que está a sua frente precisando de sua atenção e de seus conselhos. E aprenda a “sentir” até onde ele quer ser ajudado.
  7. Há problemas no sistema público de saúde, no sistema privado, em todo lugar. Você não é culpado disso, mas muito menos o paciente. Portanto, não hesite em fazer o possível para facilitar a vida dele (se ele te pedir receitas, um encaixe necessário, uma informação adicional, um papel para a perícia médica, etc.).
  8. Cuidado com o que você diz. Palavras ferem. Palavras podem ter efeito permanente. Um conflito é tudo o que a pessoa fragilizada à sua frente não precisa neste momento.
  9. O paciente pode não ter tido as mesmas escolhas e a mesma vida que você, portanto, não o julgue. Seja compreensivo. Seja tolerante. Nunca é tarde para se aconselhar alguém, mas tenha respeito pela pessoa e pela vida à sua frente.
  10. Respeite a privacidade do paciente (o paciente pode lhe revelar segredos que não revelou a mais ninguém).
  11. Por fim, lembre-se que : “Estudar o fenômeno da doença sem livros é como navegar sem mapa, mas estudar em livros sem ver pacientes é como não navegar” (Willian Osler)